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Pedra ou cálculo na vesícula é uma doença bastante comum. Cerca de 10% das pessoas têm pedra na vesícula. Qualquer pessoa pode ter colelitíase, mas algumas têm maior possibilidade, como:  adultos e idosos; mulheres ( principalmente que já engravidaram), obesos e quem tem familiares com pedra na vesícula.

 

COMO AS PEDRAS SÃO FORMADAS:

A função da vesícula é armazenar a bile que é produzida no fígado e eliminada no intestino. A bile ajuda na digestão de alimentos gordurosos. Ela contém várias substâncias, entre elas colesterol e pigmentos. Quando algumas dessas substâncias aumentam em quantidade na bile, ocorre um desiquilíbrio e elas podem se depositar na vesícula. Com o passar do tempo esses depósitos se unem e formam pedras (cálculos).

 

 

COMO SÃO AS PEDRAS:

O número, tamanho, forma e cor das pedras da vesícula são bastante variáveis. Algumas pessoas só tem uma pedra, enquanto outras têm mais de mil. Da mesma forma as pedras podem variar de tamanho de 1mm ( um grão de areia ) a 10 ou 15 cm.

 

SINTOMAS:

- Dor abdominal intensa: do lado direito ou no epigastro ( estômago ). Esta dor pode durar de 30 min a 2 horas, mas quando for mais prolongada pode indicar que está ocorrendo alguma complicação, neste caso procure seu médico com urgência;

- Náuseas e vômitos;

- Má digestão; ou seja empaxamento e distensão abdominal após alimentações, principalmente gordurosas.

 

COMPLICAÇÕES:

- Inflamação/ infecção da vesícula: pode ser grave e pode necessitar de cirurgia de urgência;

- Icterícia ( amarelão): indica que algum problema ocorreu e está dificultando a passagem da bile pelo ducto hepático comum ou ducto colédoco (canal que leva a bile até o intestino); pode ser por inflamação da vesícula ou por passagem de cálculos para os ductos principais. Neste caso procure seu médico com urgência;

- Pancreatite aguda: indica que o cálculo migrou da vesícula e  obstruiu o canal pancreático, necessita internação e pode ser grave ou fatal.

A maioria dos pacientes que têm pedra na vesícula nunca teve sintomas. Entretanto quando o paciente apresenta um dos sintomas ou complicações acima citados a possibilidade de repetir o sintoma ou complicação é muito grande.

 

DIAGNÓSTICO:

O melhor método para diagnosticar pedra na vesícula é a ultra-sonografia do abdome.

 

TRATAMENTO:

A única forma de tratamento da pedra ou cálculo da vesícula é a retirada da vesícula biliar (colecistectomia). O acesso mais utilizado em todo o mundo para a retirada da vesícula é através da chamada Vídeolaparoscopia. Este acesso, diferentemente, das cirurgias abertas ou com incisões grandes no abdomen, utiliza pequenas incisões e, através delas, é insuflado na cavidade abdominal CO2 por uma agulha (Figura da Insuflação e Figura do Pneumo).


Insuflação do Abdomen.

Logo após que é criado, com o ar, espaço para visualizarmos com segurança os orgãos internos, são colocados alguns pequenos tubos, denominados trocarters e através destes é colocado uma microcâmera de altíssima resolução e pinças.


Retirada da vesícula por vídeolaparoscopia. Observe a câmera com a luz e as pinças para retirada da vesícula (em verde).

Através de um monitor, o cirurgião acompanha todas as etapas da cirurgia até a retirada da vesícula.


Aspecto do cirurgião operando, observando o monitor.


Figura da retirada da vesícula

As vantagens deste método são a segurança, menor intensidade de dor abdominal no pós operatório e principalmente a recuperação mais precoce para as atividades do dia-a-dia.

Vantagens do tratamento cirúrgico:

- Recuperação rápida do paciente: a maioria dos paciente fica internada no hospital somente 1 dia e pode retornar ao trabalho e realizar atividades em média em 2 semanas;

- Resolução completa e definitiva da doença;

- Pouca dor pós-operatória;

- Cicatriz cirúrgica mínima;

- Risco de infecção pequeno.

Apesar dos resultados cirúrgicos serem excelentes, alguns pacientes podem ter complicações, como em qualquer procedimento cirúrgico. As complicações mais comuns são: lesão de vísceras, infecção, sangramento e o risco anestésico. Pode ser necessário a conversão para cirurgia aberta caso não seja possível realizar a cirurgia pela técnica laparoscópica ( “técnica dos furinhos”).
 
 
 
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